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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Manias e apps

Eu tenho um problema muito sério com interfaces. Muito sério.

Algumas vezes, algumas delas, me incomodam ao ponto de eu sentir fisicamente que algo está errado. Muito errado. É como se uma parte do corpo – que não existe – estivesse colocada de forma desconfortável bem ali na minha frente. Desconfortando. Imagine sentar a mesa e apoiar a mão na mesa com as costas da mão, dobrando a mão pra dentro, entende? É algo assim.

Esses incômodos incluem o papel de parede do computador, a fonte usada para ler e escrever qualquer coisa (viva os livros digitais!). Inclui ainda cores em geral, disposição e tamanho de parágrafos, risquinhos de detalhe quando estou fazendo um desenho, o ponteiro do mouse e a cor que as coisas ficam quando selecionadas. Além de alguns outros.

No capítulo 2 descobrimos que, além disso, o incomodo é sempre temporário. O que hoje está perfeito e harmonioso, amanhã precisará ser trocado urgentemente antes de eu começar a fazer qualquer coisa que seja.

Uma das coisas que mais tem que me incomodado ultimamente, agora que estou nessa de “vamos escrever para valer, neste caralho” é o ato de produzir o texto em si. Ao longo dos anos eu fui saltando de uma jeito para o outro. No começo usava editor de texto, tipo word, depois passei a usar a interface web do próprio blogger. Depois voltei pro editor. Depois passei a escrever na web do Wordpress, aí testei outros editores de texto e fui indo e indo até chegar a este momento. Eu precisava de algo simples. Bem Simples.

Foi quando me dei conta que estou velho demais pra ter a idade que eu tenho e possivelmente também cheio de manias demais. Ainda assim, passei dos 30, tenho barba (ou “barba” segundo alguns especialistas), dor nas costas e leve tendência a guerra. É, isso, isso mesmo! Isso mesmo, nesse caralho! *tosse, tosse e xinga

Algo legal sobre envelhecer é que você eventualmente se dá conta que você não é o primeiro cabeçudo com quem isso aconteceu. Não é. Não importa o quão floquinho de neve você seja, alguém como você já esteve nessa situação que você está hoje. Vale para momentos de indecisão na vida. Vale pra você ser um babaca sem querer ser. Vale pra você não saber lidar com aquela crise da meia idade. Vale pros problemas de saúde. Vale pras suas manias que não são só suas e sim de uma parcela significativa da população, inclusive, tão significativa que existe sempre um app para isso!

E foi assim que descobri um programa (ou um app, se você for descoladão) chamado Byword. Colocando de forma simples, ele serve para escrever. Serve para escrever tranquilo, assim, bem bonzinho, sem distrações, só você o texto, às vozes a sua cabeça e o seu jeitinho especial. É um editor de texto minimalista que você muito provavelmente poderia emular se tivesse paciência para configurar um bloco de notas ou algo que o valha. Por outro lado, para você que não tem essa paciência - ou esse tempo a perder - ele pode ajudar. Eis um print de como estou escrevendo agora para você entender o que estou dizendo.



Entendeu? Não tem nada! Nada! Apenas o texto, você escreve, você consegue fazer algumas formatações simples e o esquema flui e funciona!

Bom, acho que por hoje é só. Resumindo, senhores e senhoras que nos leem, o recado de hoje é:

Não importa a sua mania, tem um app para te ajudar. Sempre.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ouvindo outras árvores

Se você não fosse como eles – e apenas escutasse a conversa – provavelmente acharia curioso como o tom de voz, a construção de frases e até a dicção era diferente da que se esperaria para crianças daquela idade. Isso sem falar dos assuntos que falavam.

Os adultos, que dividiam a mesa com os pequenos donos aquelas vozes tinham também um leve ar de outra coisa. Se via neles um entusiasmo e um fogo, uma certa força pontuada nos fim dos sons das coisas que diziam. Falavam forte, falavam vivo, falavam bem. Os olhos observavam o mundo, se movendo, brilhando e acendendo, buscando ali no logo ali fora um sentido, um motivo, um humor, uma curiosidade. Não eram olhos imóveis esperando a luz entrar.

Da nossa mesa ouvíamos. Espiávamos com os ouvidos a outra mesa, uma outra família. Uma mesma árvore, cheia de frutos abaixo dela.

Como normalmente se faz quando as pessoas se juntam e comem e ficam, as pessoas falam e no que falam mostram como acham muita coisa. Expressam ideias. Expressam opiniões, explicam conceitos para os mais novos, seja contando mentiras católicas entupidas de culpa e uma falsa noção de onisciência, seja numa abordagem mais consciente de que a pequena pessoa que não entende apenas não entende, ela não é imbecil ou culpada dos seus pecados, sacrifícios e dores. A criança pergunta, um dos adultos responde, outro complementa, a resposta é seguida de uma história e a história termina num riso que se espalha por toda a mesa.

Notei, com meus ouvidos tão sensíveis e tão cheios de si que havia na conversa, havia na paciência, no transcorrer dos pratos e bebidas da refeição da mesa ao lado uma verdade que como trama segurava tecida em si aquela cena. Certas árvores fazem melhor seu trabalho. Aquelas crianças serem como eram, falarem como falavam podia ser visto igual nos adultos em volta. Uma sequência, uma herança, uma corrente bem clara que faz com que nem todos na vida estejam preparados da mesma forma pra essa tal vida porque caíram como frutos dessa árvore e não daquela.

Nem todos partem do marco zero.

sábado, 16 de setembro de 2017

Brothers - a tale of two sons

Brothers-A-Tale-of-Two-Sons

Acho muito legal poder dizer que vivemos numa época em que jogos de videogame conseguem ter mais ferramentas e mais portas. Mais gente tendo acesso faz com que mais gente tenha a oportunidade de criar jogos e aumentando a quantidade de gente com ideias novas e com riscos diferentes na hora de fazer um projeto, vemos uma quantidade enorme de jogos indies, feitos por equipes pequenas, indo contra tendências, contando histórias pessoais e fazendo coisas que muitas vezes acabam tendo um valor muito maior como experiência - e até como entretenimento - do que a grande maioria dos jogos AAA.

Dito isso, Brothers - A tale of two sons é um desses jogos indies. É um projeto menor, mais simples, mas nem por isso menos bem feito e menos ousado em sua proposta.

Como o nome diz é um tale, é uma história breve com ares de aventura e é exatamente assim que o jogo se desenrola. A premissa é bem simples, você controla 2 irmões (irmães!), um mais novo e um mais velho e precisa ir até um certo lugar buscar um remédio que pode curar o pai deles que está muito doente do tipo "vou morrer, me ajuda, me ajuda, me ajuda".

A grande diferença no gameplay é que você controla os dois irmãos ao mesmo tempo, um com cada analógico, sendo os botões dos gatilhos usados, em seu respectivo lado para realizar ações com cada irmão.

Os dois irmãos não tem as mesmas habilidades, nem causam as mesmas reações nas pessoas ou mesmo interagem com os objetos da mesma forma. Sendo assim a idéia é ir seguindo em frente rumo a onde está o tal remédio, usando as habilidades de cada um para vencer obstáculos, quebra cabeças e outros mais num mundo muito bonito.

Os personagens do mundo usam uma língua inventada que me lembrou a língua dos The Sims, isso ajuda a dar um tom de fábula para a história já que as intenções e as interações acabam tendo que ser interpretadas pelo jogador de uma forma não literal.

Sem entrar em spoilers e entrarei em spoilers pesados abaixo - avisei! - é um jogo já não tão novo e por isso dá pra achar por aí por valores módicos e mesmo que o lado mais pessoal da história não se comunique com você, o jogo em si é muito bonito e divertido o bastante pra ainda assim valer sua jornada. Inclusive, vá até o final. Esse é um desses jogos que o final é um ponto a parte para se discutir e é justamente dele que vou falar a seguir.

Último aviso, spoilers pesados em 1, 2, 3!

Sério, se não jogou, só volta pra ler depois de ter jogado.

Teje avisado.

Ok.

Eu tinha já sido avisado que o final desse jogo era especial pelos podcasts da vida. Jogando eu achei que fosse o fato da aventura em si estar expandindo e indo para lugares cada vez mais diferentes, com coisas cada vez mais diferentes, fazendo do mundo do jogo algo maior e mais legal. Mas, como sabemos, não era só isso, tinha um final forte e que escolhe não ser um final que poderia ser mostrado como um filmezinho. O jogo te faz jogar os momentos, ele te faz pegar o corpo, os montes de terra, dar o abraço e fazer a jornada de volta.

O que foi mais surpreendente, mais forte para mim não foi nem essa cena em si e o partir, mas no momento em que você precisa atravessar o rio e fazer as outras coisas agora sem o outro irmão e você só consegue fazer quando você usa o botão de ação do irmão que morreu. Puta que pariu, na hora que eu fiz isso e que eu entendi isso e caiu em mim o sentimento do irmão que viveu estar agindo com o que morreu e ele ter que fazer isso porque ele é o que viveu e ele leva agora o irmão que não está lá, porque precisa, porque tem que voltar pra casa, porque tem que seguir no caminho, caralho, foi muito foda.

Daria pra fazer esse sentimento com um texto, com uma história em quadrinhos, com um filme, mas essa experiência, esse sentimento, essa realização de que o irmão que viveu agora vai ter que ser ele e o outro também, foi algo que me fez ter certeza que eu precisava escrever sobre esse jogo.

Gosto de ver jogos com histórias que realmente são boas e que realmente são algo que de outra forma não poderia ser vivido. Jogos como Brothers, como Last Of Us e outros, são exemplos poderosos de como a mídia de videogames pode ser usada para contar histórias. E histórias são coisa mó legal. É.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Cansaço é relativo

Não lembro onde foi que eu li, mas é uma frase muito sábia, que se você acentuar errado fica uma frase muito sabiá, o que é engraçado, mas não faz o menor sentido.

Péra, vamos de novo.

Não lembro onde foi que eu li, mas a frase dizia assim:

"A melhor hora para dormir é quando você acorda e a pior hora para dormir é quando você tem que ir dormir"

É uma frase muito legal. É uma frase muito verdadeira. É uma frase muito confusa.

Veja, se você não estava querendo dormir, mas quando acorda quer dormir mais, isso quer dizer que você precisava mesmo dormir, que tinha sono e cansaço, você só não queria ir dormir, o que quer dizer que queria ficar acordado, o que provavelmente quer dizer que você tem um problema grande de saber o que quer ou que se enfiou em rotinas filhas da mãe que são o verdadeiro motivo de você estar tendo que acordar na hora que você não quer acordar e ter que dormir na hora que você não quer dormir.

O mal dos tempos modernos, das nossas rotinas de trabalho e trânsito e coisas ou er, nada a ver, quieto aí, cara do sabiá?

Se essa frase fez sentido pra você, dessa coisa da inversão das vontades é bem provável que seja mesmo toda essa merda da rotina e das obrigações. Mas sei lá também, pode ser que não seja nada disso, eu só estou especulando e escrevendo coisas.

Já aconteceu de você ter um dia todo na sua rotina normal e aí você chega em casa e aí faz um monte de coisas, tanta coisa que você chega a esquecer que naquele mesmo dia você teve a mesma rotina de todos os dias? Porém, naquele dia, devido a essa coisa nova, seja ela uma viagem na sexta-feira depois do trabalho, um aniversário de alguém legal, uma maratona de leitura ou de videogame, o mesmo cansaço que pode te derrubar ao longo da semana, fica em segundo plano. Você ainda está cansado, cansado para caralho, cansado para sabiá, mas você vai e vai indo e faz coisas e esquece de dormir.

Se fossemos máquinas, programadas para cuidar de nossas fisiologias num esquema tipo de barrinhas do The Sims, não daria pra fazer isso. Seria tipo o carro que acaba a gasolina e ele para, já era, não tem jeito. Se você falar pro seu carro "não, cara, porque nós vamos fazer um passeio maior legal", ele não fabrica mais um pouquinho de gasolina e dura um pouco mais. As pessoas sim.

Se você tiver tempo e disposição, recomendo, assim mesmo, sem ser convidado, bem arrogante e bundudo, que você estude história. Não qualquer história, a História. É muito interessante ver como a motivação de uma galera, a motivação de um exército, de uma cultura toda, é o fator dominante pra fazer ela sobreviver, ganhar e perder.

Que sono.

sabic3a1-laranjeira 
Esse é um sábio sabiá-laranjeira, sabia? Veja como nos observa e desaprova.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Sobre iphones e coisas

Foi ontem, hoje é 13 de setembro, sim, quarta-feira 13, uhhh que medo!

...

Foi ontem o evento anual onde o mundo fica sabendo sobre os novos iphones. Devo dizer, apenas para efeito de honestidade (ora essa!), que sou um dos apoiadores da maçã, tendo feito minha união a causa numa época em que muitas ideias poderosas, inéditas e que faziam a diferença brotavam por lá, tanto no mundo dos celulares, quanto dos computadores e notebooks.

Não era só pela marca, não era só porque era bonito, não era só porque o Windows é uma merda, bastava usar uma vez para ver as coisas sendo mais fáceis, melhores, dava pra fazer mais e ser mais eficiente. Perceptivelmente. Sem dúvida, sem marketing, de verdade. E como costuma acontecer com casos assim, depois da primeira fase de estranhamentos, o sucesso cresce e atinge a todo mundo e em algum momento indefinido no caminho as coisas começam a mudar.

Se fosse pra escrever uma teoria da conspiração, daria pra dizer que a mudança começou a acontecer bem quando o sr. Steve Jobs morreu. E antes que lhe passe pela cabeça, não sou dessas pessoas que achava que ele era uma espécie de deus ou qualquer coisa assim. Reconheço contudo que a habilidade dele de "tocar a orquestra" realmente fazia diferença e a qualidade geral dos produtos e a direção para onde eles apontam parece ter mesmo mudado desde que ele morreu.

No evento de ontem fiquei particularmente incomodado com o começo da apresentação e com um certo tom de deslumbre que acabou se tornando uma caricatura do que são os eventos da Apple hoje. Eis um resumo:

It's amazing bla bla bla bla...never before in the whole world, bla bla bla bla... it's amazing, so beautiful, so number one, so wow, so it's amazing. Really incredible, bla bla bla bla product, it's amazing. Video com narração e fundo suave. Montagens com famílias fictícias do primeiro mundo tendo rotinas impossíveis de saúde e bem estar. It's amazing. 100% reciclável. Preço. It's amazing. Compra ae, falou ae.

A linguagem toda começou a me parecer com uma daquelas religiões semi-alienatórias. A repetição de palavras, a maneira de dizer as coisas dando respostas para que nosso cérebro réptil não pense, coisas como "esse produto é lindo!" e é porque eu disse que é e disse assim, bem simples, bem duro, bem direto, não pense tá aqui a resposta, eis o que pensar! Apesar disso, é só um pedaço de vidro colorido e que talvez seja bonito mesmo só quando você ver ao vivo e que se um dia você tiver vai precisar de uma capinha pra esconder toda essa beleza porque custa caro, sim? Logo, menas, queridas. Menas.

Eu sinto também uma certa saturação do nível de tecnologia que foi alcançado. Acho bastante impressionante as possibilidades de fotografias, com mil filtros, analises de imagens e aí vem o novo modelo desse ano que faz mais ainda e ainda! Poxa, será que não mais legal investir em desenvolver outras coisas do conjunto? Tipo bateria? Tipo alguns softwares que ao longo dos anos foram ficando uma merda? Tipo um fone que dure mais de 1 ano?

Esse ano inclusive, com esse novo iphone X (que é "dez" e não "xis", saiba) dá pra monitorar expressões faciais do seu rosto de tal forma e com tal processamento que é possível animar em tempo real um personagem virtual. Não muitos anos atrás isso era tecnologia de filme. Inclusive, falando em muitos anos atrás, quando a Microsoft pulou o Windows 9 e foi direto para o 10, achamos estranho, torcemos o nariz, mas tudo bem, eles inclusive tem uma contagem maluca com o xbox também (zero, 360 e one), aí agora a Apple fez também, o que nos faz pensar que deve ter uma teoria da conspiração pesadíssima a respeito do número 9, que é o 6 de ponta cabeça, que como sabemos é o que você obtém se pegar apenas o primeiro caráter do número da besta 666. É. Isso. Faz muito sentido. É. Faz. 

Por outro lado, pensando em conspirações mais reais, considerando as revelações a respeito de como somos todos monitorados e espionados, pense que a próxima geração de celulares vai realmente ler seu humor pela sua expressão facial e essa informação num daqueles esquemas de "vamos só vender os dados sem associar isso a você" vai ser vendida pra meio mundo e – de repente numa manhã de setembro – temos um fator a mais na hora de lhe vender anúncios direcionados ou apenas de lhe monitorar melhor pela tele-tela, sr Winston.

A apresentação também me fez pensar no impacto que ter acesso as coisas pode ter. Não só porque aqui no Brasil o Iphone X ("dez", não "xis", não esquece - falando comigo mesmo) vai provavelmente custar 10 mil reais fazendo aquela conversão de pegar o preço em dólar e multiplicar por dez, mas também porque tudo é muito caro. É meio óbvio que limitar o acesso as coisas, limita acesso as ferramentas e limitar acesso as ferramentas, impede as pessoas de aprenderem, de serem criativas, se fazerem mais, de serem algo novo, de se libertarem de um ciclo que já estão presas. Não quero nem entrar nessa discussão hoje. Hoje só quero dizer que é foda ver coisas como o apple watch que tem todo um lado de consumismo, de produto, de imagem, de branding, de você ser mais especial porque tem essa coisa bonita, mas que tem também um lado de saúde, um lado de ser um objetinho esperto que te torna alguém mais ativo, que monitora suas alterações do corpo e que pode mesmo te fazer viver melhor, com mais energia, mais saúde e etc.

Por fim, acho curioso que quando tem anuncio de produtos novos da Apple, as redes sociais fervilham e como chega na conversa ao vivo dos lugares da nossa rotina pelo menos um pedaço do que foi mostrado. Acho muito curioso ver a quantidade de pessoas que se propõe a gastar tempo só pra falar mal, só pra falar que o Android delas é melhor, só pra fazer uma discussão que na verdade é escárnio e que muitas vezes é bem salpicada de "quem desdenha quer comprar". Não é sobre tecnologia, é sobre imagem. É sobre afirmação. Sobre auto afirmação.

Queria que as coisas fossem mais simples, mais baratas, com menos modelos e que resolvessem problemas de verdade. Curioso pensar que as coisas que mais chamam atenção nas novidades anunciadas são quase sempre ferramentas pra mostrar você, sua vida, o que você tem e em como esse pedaço de vidro colorido é ainda mais bonito, com tela bem definida. A ironia final é que no fim, o pedaço de vidro colorido nos engana, mas também enganamos ele. Sinto que ele nos torna mesmo mais felizes.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O fácil do início

É um fato. Começar as coisas é mais fácil do que fazer elas de fato. O primeiro dia. O primeiro reencontro, a primeira semana, o primeiro post.

Quando uma ideia é só uma idea, é bem fácil estar motivado, pensar em como pode ser, em como poderia ser se fosse, ora, ora, quem diria, imagine só, imagine só! Aí vem o começo, o princípio, aquele iniciozinho que faz aos poucos a ideia sair da cabeça e atingir o mundo real.

Nesse momento duas coisas podem acontecer.

Você pode se dar conta que a sua ideia é realmente estúpida e que você estava deslumbrado, viajando ou simplesmente foi idiota - bem idiota. Se assim for, aqui a ideia morre e é jogada fora. Em casos extremos ela pode ser engavetada, ou, se a família permitir, seus órgãos vitais podem ser arrancados e utilizados para dar vida a outras ideias. Ideias muito mais viáveis, muito mais plausíveis de serem reais no mundo real.

A outra possibilidade é das coisas clicarem. É a ideia se materializar aos poucos e a medida que ela se materializa ela é ainda mais legal porque agora além de ser legal ela também é real. O famoso "O negócio só não é, como é mesmo". Bem famoso.

Quando a ideia clica, quando a ideia brilha e parece que vai dar certo, vem a segunda parte de qualquer história, a parte que muitas vezes esquecemos de considerar porque somos muito bons em discutir o início e o fim, mas não o meio. E é foda porque o meio é que é onde a coisa acontece.

É no meio que você vai trabalhar mesmo. É no meio que você vai ter que resolver problemas mesmo. É no meio que você vai viver o todo dia, o dia inteiro, faça chuva ou faça sol, na saúde, na doença, com ou sem internet, com ou sem a fonte do computador, com ou sem o que quer que aconteça pra te impedir de fazer o que você quer fazer.

Sim, esse é outro fato: Quanto mais você quer realizar algo, quanto mais importante e significativo esse algo for, mais difícil, mais impossível e irônicos serão os seus obstáculos. Veja, não sou eu quem está dizendo, é só uma dessas coisas que a gente sabe, que os velhos gritam, que desocupados picham em paredes de banheiro.

Eu, como sujeito perturbado por vozes na cabeça, lar diferentão e um senso de babaca temperado com humorzinho e sobrenatural, tenho meus próprios fatos irônicos.

Por exemplo, eu ia falar sobre os problemas de pescoço merda que eu tenho que me atrapalham pra escrever e principalmente desenhar, mas como isso não me impede de fazer essas coisas, mas eis que eu estou aqui agora, tentando fazer o segundo passo nessa nova tentativa de voltar a escrever regularmente, porque preciso, porque quero descobrir porque tenho vontade de fazer essa merda e enquanto tento concatenar palavras e coisas pra criar ritmo, tom e talvez até um pouco de mensagem, tem um adolescente babaca cantando com aquela arrogância adolescente uma música imbecil.

A canção fala sobre sexo e outras coisas que ele não viveu e a voz invade as frases e os pensamentos, e as frases ficam ruins e uma ponta de irritação faz surgir algumas gotas de suor na minha testa nessa adorável noite de setembro. Na minha imensa testa cabeçuda de setembro.

Acho muito curioso como certas pessoas não tem vergonha de si mesmas. Acho muito curioso como certas pessoas conseguem ser um personagem de forma tão pesada que deixam de ser algo que não seja apenas mentira. Acho curioso como não se envergonham de ser essa mentira, de ser esse vazio, de ser essa porra nenhuma. E como falam. E como agem. E como acham. E como cantam.

Enquanto isso, eu aqui escrevo coisas, como se eu tivesse as chaves para o reino das mensagens verdadeiras. E, não é por nada, mas de certa forma eu tenho. Não porque eu sou foda, ou porque eu acho que sou foda, mas porque escolho ter uma atitude que me permite testar o que eu sei, pra aprender o que eu não sei, sabendo que as regras do jogo podem mudar a qualquer hora. A chave é saber que você como você se conhece agora não é e nem nunca vai ser a versão definitiva de você mesmo. Resumindo: Acostume-se a descobrir que você é um imbecil e ao descobrir corrija.

Ele ainda canta. Mais músicas imbecis. Num tom imbecil. Sinto mais gotas de suor. Sinto minha voz se esgotar e a medida que escrevo minha última frase não tenho certeza se consegui ser coerente. Decido que não me importo e mando publicar.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

De novo, mais uma vez

Veja, é uma idiotice.

Ver o mundo indo pro caralho me dá vontade de escrever.

Você deve ter notado, o mundo anda surreal demais. Essa quantidade cada vez maior de gente imbecil com um público cada vez maior e essas ideias sobre o poder do auto falante, do palanque fácil, do clique imbecil, da discussão estúpida, da falsa verdade, dessa porra toda que nos ronda hoje em dia, que algo - mesmo que idiota - dizem as vozes em minha cabeça - precisa ser feito.

Não é pra ser o herói, é só pra calar a mim mesmo. É pra ser assim, tranquilo, pequenininho, só pra tentar de alguma forma - talvez arrogante e prepotente - fazer a minha parte. Pra mim mesmo. Prás vozes na minha cabeça. Prás pontas dos meus dedos.

Você que, por acaso, está aqui desde antes, sabe que ao longo dos anos tentei reinventar coisas que não funcionavam e de certa forma o que quero tentar fazer dessa vez é só mais uma tentativa. É só mais uma vez eu tentando abrir uma janela para lançar e tentar fazer girar por aí coisas que não estão girando.

Seria bem fácil fazer um site só pra falar mal das coisas. Seria mais fácil ainda fazer um site pra falar mal dos outros. Sei lá, não é isso que me interessa ou me motiva a escrever.

Quero falar do que me interessa, dos filmes, dos jogos, dos desenhos animados, dos livros, dos quadrinhos, das coisas do mundo que valem falar a respeito e pensar a respeito e repensar e respeito.

É uma merda como muitas vezes no meio da frase, do passo, do projeto, da porra, a gente se sente imbecil e ridículo e questiona se tem mesmo valor continuar falando, tentando e fazendo. Depois te tanto tempo e de tanta coisa, devo dizer, cansa pra caralho.

Mas, se é o que tem que ser, se ainda me incomoda, se as vozes e as pontas dos dedos ainda pedem, então será. De novo, mais uma vez.

Iniciamos assim uma nova fase no projeto webcoisas. Seja bem vindo, sente-se, aperte o cinto e não fique nervoso porque continua sendo tudo mentira.

sábado, 1 de abril de 2017

Alien - o oitavo passageiro (1979)


Eu lembrava de ter visto Alien quando era criança. Não sei dizer se foi uma dessas coisas de filme pego na locadora (velho!) ou um dia passou na TV (se não é Netflix, velho do mesmo jeito!).

Um dia estava passando, estava lá e me chamou a atenção. Sentei e vi, sabe como é, espaço, aliens, assuntos que interessam a qualquer um (sim, a qualquer um, ok?). Não guardei nada da história em si ou de qualquer outro detalhe do filme como um filme. Na memória ficou só "a experiência". Lembro de ter visto, lembro do sentimento de medo, de suspense e de nojo do líquido que saia da cabeça do andróide.

Esses dias vi o filme novamente como curiosidade, por ser um desses filmes que sempre está em lista de melhores filmes de todos os tempos e por eu achar que gastar meu tempo nesse planeta aprendendo sobre o mundo das histórias de mentira registradas em filme (cinema) é algo bom, justo e etc. Além disso, é sempre legal revisitar e conhecer com a cabeça (enorme) de hoje algo que eu só conhecia com a cabeça de criança (que já era enorme e ainda era orelhuda).



Colocando de forma simples, Alien - o oitavo passageiro é um filme de suspense com elementos de terror e ficção científica que fala de sobrevivência diante de algo desconhecido. É um filme lançado em 1979 que se passa em futuro não muito distante e a maior parte da história se passa em uma nave mineradora, no espaço.

O diretor é o Ridley Scott, que pra mim é um diretor que consegue executar muito bem conceitos técnicos de cinema, tipo direção de arte, iluminação, posicionamento de câmera, atuação e etc, mas é um diretor que depende de um bom roteiro para fazer um filme que seja legal de assistir. Alguns filmes dele são simplesmente chatos e desinteressantes, apesar de serem visualmente legais. Pra mim, execução técnica em si sem a "contação de história", não funciona. Engraçado como se for o contrário, pelo menos pra mim, funciona.

Mas, falando desse filme em especial, o bom roteiro está lá e aí a combinação desse roteiro com a técnica do Sr. Scott cria algo que tem muita força. Inclusive, lembrando de cabeça dos filmes dele que assisti, eu diria que esse é possivelmente um dos melhores trabalhos dele, ao lado de "Falcão Negro em perigo" (Black Hawk Down), nesta minha opinião (cabeçuda).



Gostei de como a construção da história ajuda a criar o clima de suspense apresentando elementos novos de pouco em pouco, aumentando o tamanho do mundo onde está a história e as possibilidades desse mundo. Primeiro tem uma linha de história da tripulação, depois do mistério deles terem acordado por um certo motivo, e aí eles explorando o motivo e aí consequências e aí sobrevivência. É como se o filme tivesse esses pequenos momentos que mudam o jogo, dificultando na cabeça da pessoa que está assistindo criar a sensação de segurança a respeito de até onde o filme vai e isso é algo muito legal na hora de se construir um suspense.

Fazendo uma analogia com games, acho que o melhor exemplo que consigo pensar, inclusive ironicamente ou não é um jogo que foi muito inspirado por esse filme, seria Super Metroid do SNES, que a cada nova área descoberta o mundo vai se expandindo e você vai mudando sua experiência do jogo e o quão distante você chega da pessoa que você era quando o jogo começou. Tenho inclusive que escrever sobre Super Metroid depois, esse jogo merece.

Outro recurso legal do roteiro do filme (que esqueci de dizer que é dos senhores Dan O'Bannon e Ronald Shusett) é que a medida que a história avança, não fica bem definido quem é o personagem principal. O filme até tenta dar indicações aqui e ali, mas a medida que as pessoas vão morrendo, essa noção de "esse é o herói, o personagem principal e portanto ele vai se salvar, não importa o que estiver acontecendo na tela" vai se desfazendo. Hoje esse efeito se perde um pouco já que a série Alien é famosa e mesmo que você nunca tenha visto os filmes é possível que saiba quem é o personagem que vai se salvar. Ainda assim, é muito legal ver como isso se desenvolve no filme e como nesse filme em especial isso é inesperado.



Esteticamente, acho legal a pegada de um futuro meio cyber punk com uma tecnologia que visualmente parece ultrapassada pro nossos padrões, mas que ao mesmo tempo consegue convencer que se trata de uma tecnologia avançada e robusta para aguentar o espaço.

O mundo em volta da história pareceu também interessante, inclusive ele não é exatamente explicado, ele só é descrito de forma simples aqui e ali nos diálogos dos personagens. Ainda que seja assim algo mais indireto e menos explicativo podemos ver um futuro distópico onde as grandes corporações mandam em tudo. Existe bem claro a ideia de que a empresa que contratou os personagens não é confiável e não se importa de forma nenhuma com eles, chegando inclusive a ter coisas como "se vocês não fizerem essa coisa aqui que tem risco de morte pra vocês, ninguém recebe salário quando voltarem pra Terra, conforme o contrato que vocês assinaram quando aceitaram o trabalho".



Não apenas para obras artísticas de entretenimento, é sempre curioso quando olhar pra algo do passado nos permite ver ideias, conceitos e realizações que existem hoje de alguma forma e que podem ter tido sua origem ali, em uma obra específica.

Junto com isso, quando vemos essas ideias nessa forma mais primária dá pra perceber um contexto e todo um conjunto de ideias que não necessariamente foi carregado pra tudo o que foi influenciado porque aquela obra.

Em outras palavras, é como se, de todas as ideias que estavam lá, apenas algumas delas tivessem sido escolhidas para serem desenvolvidas e carregadas para o futuro. Aí, quando olhamos pra essas obras do passado que tiveram grandes influências, podemos identificar os conceitos que conhecemos, mas vemos também muito mais, inclusive vemos coisas que conferem àquela obra antiga um caráter novo, um tom atualizado, capaz de gerar inspirações que não surgiram na época.

Engraçado como o mesmo vale pra eventos históricos, livros e jogos de video game.

Se você ainda não viu este filme e gosta de histórias de suspense, veja e serás feliz. Inclusive, se você é um mentiroso funcional (escritor), vale em especial apenas para ver essa maneira de avançar com a história mudando as regras do jogo, que comentei. Por mais que o filme tenha aqui e ali um problema de ritmo ou de efeitos especiais ultrapassados, ele sobrevive muito bem aos anos, mesmo sendo uma história que você já conhece sendo contada de um jeito que você provavelmente vai sentir que já viu.

Algo velho nem sempre é algo velho.

sábado, 25 de março de 2017

Revisitando The Legend of Zelda: Twilight Princess



A primeira vez que joguei Twilight princess foi no Wii, quase um ano depois do lançamento.

Lembro da empolgação com as possibilidades do que o Wii poderia trazer com o controle de movimento e lembro de ter gostado muito do jogo, apesar de não ter conseguido aproveitar tanto dele porque eu como pessoa (cabeçuda), na época, estava com a cabeça mais bagunçada do que gostaria de estar. Por estar assim intranquilo das ideias, lembro que jogava por muitas horas direto, tipo escapismo, tipo virar a noite jogando. Aí, por ter devorado o jogo assim, algumas coisas acabaram se perdendo no caminho e parte das coisas do jogo ficaram amortecidas.

Ainda assim, ficaram comigo alguns momentos de algumas dungeons, alguns momentos da história e principalmente a trilha sonora.

Anos depois, revisitei o jogo, agora no Wii U, no remake em HD e a primeira impressão que tive é que eu simplesmente não lembrava de como esse jogo era bom. Lembrava de ser bom, mas não tão bom.



Hoje em dia, dentro da minha rotina de gente grande que só cabe 1 hora de videogame por dia, além de ter dado pra aproveitar cada momento do jogo muito melhor, nas 64 horas que levei pra zerar o jogo dessa segunda vez, fiquei impressionado por não lembrar como o mundo era grande e detalhado pra época. Isso sem falar nas dungeons, que estão facilmente entre as melhores da série.



Existe por aí um sabedoria do entretenimento que diz que pra criar ago que vai mesmo ficar registrado na cabeça das pessoas é preciso saber combinar o que elas querem com o que elas não sabem que querem. Se for entregue apenas o que as pessoas esperam, apesar de se ter um retorno, aquele produto tende a ter um impacto muito menor. As pessoas precisam ser surpreendidas.

Existe também aquela história do tempo certo para as coisas. Um bom livro, um bom jogo, até um bom conselho, pode ser muito menos valorizado apenas porque não é a hora certa.

Digo isso não porque sou velho, gordo e chato, mas porque porque Twlight Princess é um dos zeldas que menos recebe reconhecimento e acho que muito disso tem a ver com o momento em que o jogo foi lançado. Acho muita gente ainda lembra dele como sendo o jogo que veio depois do Wind Waker, como o jogo que fugiu do design cartoon e que voltou pra algo mais próximo dos zeldas do Nintendo 64, seguindo o pedido em coro dos gamers da época.



Twlight Princess saiu no final da vida do GameCube, um console que colocou a Nintendo em uma posição menor no mundo dos games e de certa forma eles criarem um jogo que atendia diretamente o que os fãs da época tanto queriam teve seu impacto positivo e negativo. O jogo vendeu. O jogo ajudou a pavimentar o caminho do Wii, sendo um dos jogos de lançamento do console e tudo mais, mas por ser assim algo tão entregue como encomendado, acredito ser por isso que muita gente não apreciou tanto o jogo.

Além disso é bastante injusto ignorar as coisas únicas que o jogo tem. Existe um certo charme e uma elegância em certas soluções que o jogo trás, nos diálogos, nos personagens com personalidade ou, como, por exemplo, trazer de novo a vidente (que existia no zelda do super nes) e usando ela para ajudar o jogador não apenas a avançar na história, mas a achar peças de coração. Esse zelda inclusive foi o único da série que aumentou a quantidade de peças de coração necessárias para formar 1 novo coração, aqui são 5, o que quer dizer que tem mais motivos pra você explorar cavernas, ajudar desconhecidos e andar pelo mundo.



Antes de jogar Twlight Princess os dois últimos zeldas que joguei foram o Minish Cap para GBA e o Skyward Sword, dos quais inclusive quero falar depois em textos separados. Devo dizer que nenhum desses dois conseguiu causar em mim o que os jogos da série zelda costumavam causar. Os dois são bons jogos, inclusive o Minish Cap muito melhor que o Skyward sword, mas eles foram pra mim pontos abaixo da curva da série. Jogar novamente o Twilight Princess me lembrou porque eu gosto tanto dos jogos da série Zelda.

É curioso como alguns dos momentos que eu lembrava de serem super legais, jogando no wii U, sem o wiimote como era no Wii a experiência não foi tão divertida. Ao mesmo tempo, momentos que eu tinha registrado na memória por serem passagens tipo "uau, que legal!" aconteceram de novo e registraram de novo. A primeira vez que você pode correr feito maluco com o cavalo pelo mundo, só pra citar um exemplo, ainda é muito empolgante.

Como disse, da outra vez que joguei uma das coisas que mais tinha gostado era a trilha sonora. Hoje, posso dizer,  depois de ter jogado os outros zeldas mais recentemente que esse jogo tem provalmente a melhor sonora dos zeldas até hoje, pondo registrado que ainda não joguei o Breath of the Wild (ah!!!!! ainda não! ahh!).



Antes de concluir acho importante falar sobre como existe algumas vezes em alguns jogos um senso de escala, de mundo aberto, de tudo que pode ser feito, de busca por realismo que deixa tudo tão grande e tão imenso que o que deveria ser divertido acaba sendo o oposto. Pra mim, existe uma questão muito importante em se conseguir balancear o quanto do mundo do real se quer realmente recriar, em termos de escala do mundo, da quantidade de cidades e de possibilidades dentro daquele mundo. A maioria dos jogos é uma experiência que não é feita pra que o jogador fique a vida toda ali e sim um experiência que sirva pra contar uma história, que sirva para passar uma ideia. Por isso jogos antigos fizeram sucesso e por isso sobrevivem até hoje. Twilight Princess, se comparado a jogos modernos, tem muitas dessas simplificações, ainda mais nesse mundo pós GTA, pós Skyrim e tudo mais, mas em sua escolha de simplicidade a experiência que ele se propõe a contar funciona muito bem.

Resumindo, foi uma experiência bastante positiva. Recomendado, com certeza.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A sátira que é GTA V



Muito legal a análise que o vídeo faz, os exemplos que ele usa e como deixa bem claro que os caras por trás do GTA tem plena noção do que estão fazendo e criticando. Se é que ainda restava alguma dúvida XD