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sábado, 25 de março de 2017

Revisitando The Legend of Zelda: Twilight Princess



A primeira vez que joguei Twilight princess foi no Wii, quase um ano depois do lançamento.

Lembro da empolgação com as possibilidades do que o Wii poderia trazer com o controle de movimento e lembro de ter gostado muito do jogo, apesar de não ter conseguido aproveitar tanto dele porque eu como pessoa (cabeçuda), na época, estava com a cabeça mais bagunçada do que gostaria de estar. Por estar assim intranquilo das ideias, lembro que jogava por muitas horas direto, tipo escapismo, tipo virar a noite jogando. Aí, por ter devorado o jogo assim, algumas coisas acabaram se perdendo no caminho e parte das coisas do jogo ficaram amortecidas.

Ainda assim, ficaram comigo alguns momentos de algumas dungeons, alguns momentos da história e principalmente a trilha sonora.

Anos depois, revisitei o jogo, agora no Wii U, no remake em HD e a primeira impressão que tive é que eu simplesmente não lembrava de como esse jogo era bom. Lembrava de ser bom, mas não tão bom.



Hoje em dia, dentro da minha rotina de gente grande que só cabe 1 hora de videogame por dia, além de ter dado pra aproveitar cada momento do jogo muito melhor, nas 64 horas que levei pra zerar o jogo dessa segunda vez, fiquei impressionado por não lembrar como o mundo era grande e detalhado pra época. Isso sem falar nas dungeons, que estão facilmente entre as melhores da série.



Existe por aí um sabedoria do entretenimento que diz que pra criar ago que vai mesmo ficar registrado na cabeça das pessoas é preciso saber combinar o que elas querem com o que elas não sabem que querem. Se for entregue apenas o que as pessoas esperam, apesar de se ter um retorno, aquele produto tende a ter um impacto muito menor. As pessoas precisam ser surpreendidas.

Existe também aquela história do tempo certo para as coisas. Um bom livro, um bom jogo, até um bom conselho, pode ser muito menos valorizado apenas porque não é a hora certa.

Digo isso não porque sou velho, gordo e chato, mas porque porque Twlight Princess é um dos zeldas que menos recebe reconhecimento e acho que muito disso tem a ver com o momento em que o jogo foi lançado. Acho muita gente ainda lembra dele como sendo o jogo que veio depois do Wind Waker, como o jogo que fugiu do design cartoon e que voltou pra algo mais próximo dos zeldas do Nintendo 64, seguindo o pedido em coro dos gamers da época.



Twlight Princess saiu no final da vida do GameCube, um console que colocou a Nintendo em uma posição menor no mundo dos games e de certa forma eles criarem um jogo que atendia diretamente o que os fãs da época tanto queriam teve seu impacto positivo e negativo. O jogo vendeu. O jogo ajudou a pavimentar o caminho do Wii, sendo um dos jogos de lançamento do console e tudo mais, mas por ser assim algo tão entregue como encomendado, acredito ser por isso que muita gente não apreciou tanto o jogo.

Além disso é bastante injusto ignorar as coisas únicas que o jogo tem. Existe um certo charme e uma elegância em certas soluções que o jogo trás, nos diálogos, nos personagens com personalidade ou, como, por exemplo, trazer de novo a vidente (que existia no zelda do super nes) e usando ela para ajudar o jogador não apenas a avançar na história, mas a achar peças de coração. Esse zelda inclusive foi o único da série que aumentou a quantidade de peças de coração necessárias para formar 1 novo coração, aqui são 5, o que quer dizer que tem mais motivos pra você explorar cavernas, ajudar desconhecidos e andar pelo mundo.



Antes de jogar Twlight Princess os dois últimos zeldas que joguei foram o Minish Cap para GBA e o Skyward Sword, dos quais inclusive quero falar depois em textos separados. Devo dizer que nenhum desses dois conseguiu causar em mim o que os jogos da série zelda costumavam causar. Os dois são bons jogos, inclusive o Minish Cap muito melhor que o Skyward sword, mas eles foram pra mim pontos abaixo da curva da série. Jogar novamente o Twilight Princess me lembrou porque eu gosto tanto dos jogos da série Zelda.

É curioso como alguns dos momentos que eu lembrava de serem super legais, jogando no wii U, sem o wiimote como era no Wii a experiência não foi tão divertida. Ao mesmo tempo, momentos que eu tinha registrado na memória por serem passagens tipo "uau, que legal!" aconteceram de novo e registraram de novo. A primeira vez que você pode correr feito maluco com o cavalo pelo mundo, só pra citar um exemplo, ainda é muito empolgante.

Como disse, da outra vez que joguei uma das coisas que mais tinha gostado era a trilha sonora. Hoje, posso dizer,  depois de ter jogado os outros zeldas mais recentemente que esse jogo tem provalmente a melhor sonora dos zeldas até hoje, pondo registrado que ainda não joguei o Breath of the Wild (ah!!!!! ainda não! ahh!).



Antes de concluir acho importante falar sobre como existe algumas vezes em alguns jogos um senso de escala, de mundo aberto, de tudo que pode ser feito, de busca por realismo que deixa tudo tão grande e tão imenso que o que deveria ser divertido acaba sendo o oposto. Pra mim, existe uma questão muito importante em se conseguir balancear o quanto do mundo do real se quer realmente recriar, em termos de escala do mundo, da quantidade de cidades e de possibilidades dentro daquele mundo. A maioria dos jogos é uma experiência que não é feita pra que o jogador fique a vida toda ali e sim um experiência que sirva pra contar uma história, que sirva para passar uma ideia. Por isso jogos antigos fizeram sucesso e por isso sobrevivem até hoje. Twilight Princess, se comparado a jogos modernos, tem muitas dessas simplificações, ainda mais nesse mundo pós GTA, pós Skyrim e tudo mais, mas em sua escolha de simplicidade a experiência que ele se propõe a contar funciona muito bem.

Resumindo, foi uma experiência bastante positiva. Recomendado, com certeza.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A sátira que é GTA V



Muito legal a análise que o vídeo faz, os exemplos que ele usa e como deixa bem claro que os caras por trás do GTA tem plena noção do que estão fazendo e criticando. Se é que ainda restava alguma dúvida XD

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Aranha pavão

Eis o ritual de acasalamento da aranha pavão. Se quiser ver mais, esses vídeos vieram do canal PeacockSpiderman e tem um monte de outros vídeos legais por lá.

Ah, e se durante os vídeos você imaginar uma voz dizendo "Aqui! Olha pra mim! veja como eu dança! Veja esses movimentos! Você quer um pouco disso! Veja como eu sexy! Veja!", bom, saiba que não foi só você.






domingo, 27 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

Animais fantásticos e onde eles habitam


Quando ouvi falar sobre "Animais fantásticos e onde eles habitam" não fiquei muito empolgado. Não gostei de saber que não seria baseado em um livro. Gostei menos ainda quando veio a notícia de que não seria mais 1 filme e sim 3 filmes e depois que não seriam 3 e sim 5 filmes. Sim, 5!

É foda ver como, mais do que qualquer outra época que consigo me lembrar, existe hoje uma busca por extrair o máximo de toda e qualquer franquia do mundo do entretenimento.

A ideia que parece dominar as cabeças de quem tem toma as decisões não é estimular novas criações e sim dividir capítulos finais (ou até iniciais e do meio), criar coisas que se apoiem em outras que tiveram algum sucesso financeiro, fazendo mil referências, rebootando franquias, mas mantendo elas amarradas aos originais, criando uma camada de parasitas pendurados em torno de qualquer ideia que tenha dado lucro.

O objetivo é lucro, o objetivo não é ideia. O objetivo é ganhar dinheiro, não é contar histórias que passem mensagens ou que simplesmente façam as pessoas se sentirem melhor. Paga, aí! Paga agora! Jornada do herói de novo, goela abaixo! Copia a ideia do outro filme que eles vão gostar! Chama os atores de novo pra gravarmos uma piadinhas! Paga de novo! Vai!

Fica tudo tão amarrado e tão dependente que a porta pra que esses projetos paralelos consigam ser mais que parasitas fica muito pequena. Acaba não sendo surpresa que tão poucos consigam se salvar.

Ainda assim, fui ao cinema. Fui sem ter visto nenhum trailer, estava lá porque sabia que o roteiro era da J. K. Rowling e porque sabia que esse era um universo que valeria a pena revisitar, mesmo que o filme fosse ruim, vendido, nesse esquema de sub produto parasita da fórmula da cópia. Mesmo que não fosse um filme pra mim.

Pra minha surpresa, não precisei nem de quinze minutos pra saber qual seria minha opinião sobre o filme. Vendo os atores, o roteiro, a cara do filme em si, estava tudo lá. Bastou ver aqueles quinze minutos iniciais pra me dar conta de como meus medos estavam errados, pra me sentir encher de alegria por ver que só tinham passado quinze minutos e eu tinha ainda mais duas horas de filme. Melhor que isso, tinha este e ainda mais 4 filmes. A magia estava de volta!


Colocando bem claro, o filme é muito bom. Ele não é perfeito, mas está tudo lá, tudo no lugar certo. Se você gosta do universo de Harry Potter, leu os livros, viu os filmes, jogou os jogos e ou só fez um desses, você pode se levantar agora e dançar em volta do seu computador. Comemore, sério, vai e dança que eu espero!

É novo, é diferente, mas é familiar. É um mundo da magia fora do ambiente da escola, com personagens adultos, permitindo novos problemas, novos nuances, expandindo o mundo. Essa mudança de tom dá liberdade pra que esses filmes sejam outra coisa, pra que sejam a própria coisa. É o mesmo mundo, são as mesmas regras, mas, me repetindo sem qualquer vergonha, é diferente. Não é um parasita e ainda tem toda a pegada de primeiro capítulo, introduzindo personagens, abrindo e fechando conflitos, criando um problema que é proporcional ao início de uma nova jornada.

Seja você um fã da série, um fã de J. K. Rowling ou só uma pessoa buscando um filme de aventura divertido, assista tranquilo. Recomendadíssimo. Vale o seu tempo.

Sem querer ser um reclamão, apenas por que gosto dos livros dela, não consigo não achar uma pena não termos um livro com essa história, sabe? Um livro mesmo, daqueles bem escritos, com páginas e páginas de imersão como a dona Rowling sabe escrever. De qualquer forma, fico muito contente com o que foi entregue aqui.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sobre a história dos video games no Brasil



O vídeo acima é o episódio 1 de um documentário em 3 partes produzido pela Red Bull, falando sobre a história dos games no Brasil (como deu pra adivinhar pelo título XD).

As 3 partes juntas duram uns 30 minutos e se você gosta de video games ou tecnologia, vale o seu tempo.

Pra ver os episódios 2 e 3, ou só saber mais clique aqui.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Software aprendendo a atirar

O video abaixo mostra uma implementação de uma rede neural para fazer com que duas bolinhas aprendam a atirar uma na outra melhor. A ideia é que eles testes estratégias, se lembrem dos resultados e vejam quais cumprem melhor o objetivo de acertar o inimigo e desviar dos ataques dele.

Cada bolinha pode ver seu adversário, os tiros e o campo de visão do inimigo (aquelas duas linhas saindo de cada uma das bolinhas). Suas opções de movimento são ir pra frente, rodar em sentido horário, rodar em sentido anti-horário, atirar e ajustar seus campos de visão.



Apesar da música tendenciosa da conspiração, é impressionante ver como a evolução é rápida e como é fácil interpretar esse comportamento como "inteligência", não?

Se quiser saber mais sobre como funciona o programa e se preparar para a guerra contra as máquinas, clique aqui.