sexta-feira, 17 de junho de 2011
E3 2011 - Conferência Nintendo
As outras partes: parte 2 | parte 3 | parte 4
Zelda é sempre interessante pra mim e quem acompanha o site sabe que volta e meia eu falo aqui alguma coisa dos jogos da série, ou faço alguma referência de alguma experiência do jogo, ou sei lá o que. Sendo assim, eu falar bem do Zelda ou sobre como estou ansioso por ele é desnecessário, mas não é desnecessário dizer que não pude deixar de reparar que esse Zelda Skyward Sword foi o único jogo para Wii comentado na apresentação e é provavelmente o único produzido pela própria Nintendo para Wii para todo esse ano de 2011.
É verdade que a Nintendo costuma revelar seus projetos já quando eles estão um pouco mais desenvolvidos, mas para uma E3 ela sempre abre exceções. Ver eles não anunciarem nada para o console me faz especular e especular muito mesmo se o próximo console da empresa deve ser lançado não no final do ano que vem, como “muitas pessoas especializadas” tem dito por aí, mas sim no começo do ano que vem, algo como março de 2012. Mas mais sobre o console novo eu vou falar depois, quero ir comentando na ordem da apresentação porque facilita pro meu raciocínio, já que eu sou uma besta e etc.
A maioria dos jogos mostrados pra Nintendo 3DS já tinham sido exibidos ou anunciados de alguma forma, mas isso não torna a apresentação deles menos interessante. Acho que o que me chamou mais atenção foi o Super Mario 3DS. Mario é sempre Mario e um Mario de um novo console costuma ser, além de um bom jogo, uma demonstração do que o console é capaz de fazer, ou das experiências que ele pode oferecer e etc. Pelo vídeo parece que vai ser uma mistura de uma mecânica 2D dos jogos antigos e do New Super Mario, mas que combina com os elementos 3D, brincando com o conceito de profundidade em 3D. Eu até vi umas pessoas nervozinhas pela internet falando que parecia Crash Bandicoot e portanto, era o fim do mundo, obviamente, ora, ora, como não?
Piadinhas irônicas a parte, o jogo mostrar que vai usar uma dinâmica 2,5D que ficou famosa com Crash Bandicoot no PlayStation 1, não diz nada a respeito da qualidade, criatividade, o universo e tudo mais. Pessoalmente, acredito que esse será um jogo muito bom.
Sobre o Kid Icarus, que p*rra de voz é aquela que colocaram pra ele? Sério, como é que ninguém achou estranho, ou sei lá, irritante? E eu vejo os vídeos e as demos e eu fico meio com o pé atrás com esse jogo, principalmente porque já se sabe que ele está em desenvolvimento desde o GameCube e veio mudando de plataformas, sendo reformulado várias vezes até finalmente mostrar a cara dele agora e mesmo assim ainda parecer que tem algo errado. E a idéia de multiplayer tipo death match é meio estranha pro conceito do que é o jogo e o que ele se propõe. Como um adicional é sempre interessante, mas eu preferia que eles mostrassem tipo a primeira fase do jogo ao invés daqueles vídeos malucos que não adicionam nada.
Pronto, agora é a hora de falar do que provavelmente foi o maior destaque da E3 esse ano. Sobre o nome, eu até que achei o nome Wii U ok e é legal reparar como dentro do que a Nintendo vem fazendo com seus produtos o nome cabe direitinho, tipo o DS, primeiro virou DSi e depois virou 3DS. Ou seja, mude alguma coisinha no nome, mas mantenha ele ainda reconhecível e já era, só alegrias.
Achei bastante curioso como tanta gente achou que a apresentação foi confusa e ficou achando que o console novo era só um controle. P*rra, é nessas horas que aqueles críticos de antigamente que ficam falando que essa geração de pessoas que escrevem em blogs são todas despreparadas e prepotentes, se realizam. Na apresentação eles falaram que era um controle e que existia um console e se isso não bastasse ainda disseram que no site da Nintendo estaria disponível informações completas a respeito do console, com imagens e tudo mais. Fala sério, heim? Mas tudo bem, deixa pra lá.
Se você não se convenceu ainda da idéia do novo controle, segure seu monitor, uma mão de cada lado e imagine que onde estão seus polegares você vai ter botões e um direcional analógico. Imagine agora que a tela não é fixa e que tem todos aqueles sensores de movimento e sensibilidade ao toque. Tente imaginar a experiência de jogar ou todas as possibilidades que isso oferece. Aquele vídeo da apresentação que ilustra as possibilidades de interação, mostra isso bem.
Gostei da idéia e fico já imaginando inúmeras possibilidades, tipo um jogo de tiro em primeira pessoa em que você literalmente vai virar para atirar, ou ainda as possibilidades usando o giroscópio, não só o acelerômetro pra navegar de fato em ambientes e etc. E isso sem dizer que, tirando esse controle novo, toda a experiência que o Wii já proporcionava, com o suporte a todos os controles e periféricos está lá, caso alguém queria fazer um jogo só usando os wiimotes e se aproveitando da capacidade gráfica em alta definição do novo console.
Acredito existir aqui um potencial pra um console que pode verdadeiramente atingir tanto um público casual quanto o chamado “público hardcore” oferecendo não apenas a experiência que eles querem, mas adicionando algo a mais a ela, com isso da tela estar nas mãos e de ela em si oferecer novas possibilidades de jogabilidade. E acredito que não fui só eu quem viu isso, afinal de contas esse é provavelmente o lançamento de console que a Nintendo conta com o maior suporte de outras empresas de jogos em muitos anos. E é interessante notar que o suporte que essas empresas anunciaram não foi aquele usual “blá blá blá acreditamos que podemos ganhar muito dinheiro com essa bagaça aí e tal”, mas sim com nomes e confirmações de jogos, incluindo jogos inéditos.
Pra concluir quero dizer que fiquei bastante empolgado com as novas experiências que o Wii U vai poder oferecer e acho mesmo que ele sai no começo do ano que vem, por um preço por volta de 400 dólares, vindo no pacote com tela, um wiimote, um nunchuck e um jogo. Não acho que o controle é uma tentativa da Nintendo de entrar no mercado de tablets pra concorrer com iPad e essas coisas, a plataforma oferece a possibilidade de receber algo como Angry Birds, ou outros jogos de iPad e iPhone, mas na minha opinião, como dá pra ver pela apresentação e pelo material no site da Nintendo, o foco é totalmente diferente e há anos o Miyamoto fala dessa idéia de um console que não dependesse da TV.
Seja como for, agora, só nos resta esperar por novas informações e pelos jogos que virão.
tags:
Videogames
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